A Adolescência

A Gravidez e a Maternidade na Adolescência

Joana Valente

Departamento de Psicologia

Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve,

Campus de Gambelas, 8005-139, Faro, Portugal

Resumo: Nas últimas décadas a gravidez tem sido objecto de atenção por parte da comunidade científica, sobretudo por psicólogos e psiquiatras, sendo estudada como uma fase do desenvolvimento psicológico de maior importância (Sá, 2004). O fenómeno Gravidez na Adolescência, perse, remete-nos à reflexão no que concerne às expectativas e entraves que a organização social actual coloca aos adolescentes, e remete-nos para o equacionamento dos seus recursos. A presente revisão da literatura efectuada, teve por objectivo geral identificar e discutir as implicações da maternidade e da gravidez na adolescência.

Os resultados das investigações permitem-nos concluir de um modo geral que a gravidez/maternidade na adolescência poderá implicar para a adolescente consequências psicossociais, mas também poderá representar ganhos desenvolvimentais, sendo mediado por factores cognitivos, da identidade, emocionais e sociais.

Assim emerge a necessidade de um apoio bio-psico-social junto das adolescentes, sendo fundamental a implementação de redes de apoio quer nas escolas, nos serviços de saúde bem como instituições e afins, de forma a potencializar nas adolescentes um desenvolvimento saudável e resiliente diminuindo os factores de risco e potencializando os protectores

Palavras-Chave: Adolescência; gravidez; causas; tarefas desenvolvimentais; vivências; consequências

Introdução

Adolescência deriva do latim adolescer, e significa “crescer” (Justo, 2000;Paixão,2002; Pinto, 2006, citados por Silva, Carla & Ferreira, Joaquim, 2009). Considerada como um período de vida situado entre a infância e a idade adulta, em que já não se é criança mas também não se é adulto, a adolescência estende-se entre os 12/13 anos até aproximadamente os 20 anos de idade (Palacios & Oliva, 2001).

Nesta fase o organismo adolescente vai sofrer modificações que afectam aspectos da sua vida biológica, mental e social: o corpo altera-se quando surge a puberdade; o próprio pensamento torna-se objecto de modificações quantitativas e qualitativas; a evolução da vida social, através da emancipação da tutela parental e do estabelecimento de novas relações com os pares (Claes, 1958 citado por Silva et al., 2009).

A adolescência, como adaptação Psicológica às transformações da puberdade, tem uma erupção desorganizadora que permitirá reactualizar a problemática da sexualidade. O leque de transformações emocionais da adolescência permite-nos questionar a maturação do adolescente para a sexualidade e, decorrendo daí para a maternidade e para a paternidade ( Sá, 2003).

Durante a adolescência, toda a organização relacional pressupõe que a própria sexualidade passe pelas vicissitudes da maturação emocional que, nalgumas circunstâncias, traduzir-se -á em movimentos ambivalentes para com a própria sexualidade (Sá, 2003). As modificações no padrão de comportamento dos adolescentes, no exercício da sua sexualidade, exigem atenção cuidadosa por parte dos profissionais, devido a suas repercussões, entre elas a gravidez precoce (Silva, 2006).

Nas últimas décadas a gravidez tem sido objecto de atenção por parte da comunidade científica, sobretudo por psicólogos e psiquiatras, sendo estudada como uma fase do desenvolvimento psicológico de maior importância (Sá, 2004). O fenómeno Gravidez na Adolescência, perse, remete-nos à reflexão no que concerne às expectativas e entraves que a organização social actual coloca aos adolescentes, e remete-nos para o equacionamento dos seus recursos. A gravidez nesta fase do percurso de vida congrega uma confrontação ao valor escolaridade e a outras normas sociais e potencia as assimetrias. O significado e o impacto de uma gestação na adolescência são mediados pelo entrosamento de recursos internos e contextos envolventes (Ouró & Leal, 1998).

Em Portugal, a gravidez na adolescência é uma problemática largamente presente, apesar de se verificar a diminuição do número de gravidezes em mães com menos de 20 anos de idade, seguindo a tendência observada nos restantes países da Europa (Justo, 2000; Figueiredo, Pacheco, Costa & Magarinho 2006, citados por Silva et al., 2009).

Teve-se por objectivo fazer uma revisão dos estudos realizados no âmbito da gravidez e da maternidade na adolescência de forma a discutir quais as implicações que estas podem ter nesta fase desenvolvimental de tanta importância.

Após o objectivo geral definido, os objectivos específicos do presente artigo consistiram em identificar:

1- Factores de risco associados à gravidez na adolescência;

2-Tarefas desenvolvimetais da gravidez;

3- Concepções acerca da maternidade nas grávidas adolescentes;

4- Consequências psicossociais da gravidez na adolescência;

Desenvolvimento

1- Factores de risco associados à gravidez na adolescência

Apesar da gravidez na adolescência abarcar todos os estratos sociais, ocorre mais frequentemente em famílias oriundas de meios fortemente desfavorecidos do ponto de vista social,económico,pessoalecultural(Costa,2006;Ferreira,2008;Figueiredo,2006;Justo,2000;Magarinho,2006;Pacheco,2006 citados por Silva et al., 2009).

Os factores de risco associados à gravidez na adolescência foram identificados por diversos autores, sendo a ocorrência da gravidez na adolescência influenciada por uma multiplicidade de factores de natureza variada.

Relativamente aos factores psicológicos e psicossociais dos adolescentes:

Marcelli (2000, citado por Berrewaerts & Renard, 2006) propôs três níveis de interpretação da influência dos factores psicológicos sobre a gravidez na adolescência, sendo estes: a necessidade de verificar a integridade corporal e dos órgãos reprodutivos; o segundo nível indica que a gravidez é uma procura de “um objecto” de combate às carências da infância; e o terceiro nível considera a gravidez como fazendo parte da toma de risco do adolescente, cujo objectivo é colocar o corpo em risco à semelhança das tentativas de suicídio e perturbações alimentares.

Segundo Uzan (1998,citado por Berrewaerts & Renard, 2006) em alguns casos, a gravidez pode constituir uma estratégia reaccional, quando se trata de adolescentes com carências afectivas e que tem um projecto de criança cujo objectivo é formar a família que eles não tiveram.

Diversos autores (i.g., Correia, 1955;Del Ciampo, Junqueira, Júnior, Daneluzzi, Ferraz & Ricco, 2004 citados por Silva e Ferreira, 2009) destacam, a confrontação com novas emoções e valores, o egocentrismo, o pensamento mágico, o baixo auto-controlo, a dificuldade em antecipar as consequências dos seus actos, a necessidade de agradar, a necessidade de afirmação pessoal, e de aceitação pelos outros adolescentes.

Um outro grupo de autores (e.g.,Canavaro, 2001;Costa,2006; Faria,1996;Figueiredo,2001; Gomes,1996; Lereno,1996; Magarinho,2006; Pacheco,2006citados por Silva & Ferreira,2009) aponta como factor de risco o abuso sexual .

Pereira (2001,citado por Silva & Ferreira, 2009) considera também a institucionalização.

Costa, Figueiredo, Magarinho e Pacheco (2006 citados por Silva & Ferreira, 2009) C. & Bordin (2008, citados por Silva & Ferreira) apontam os maus tratos ou negligência, o alcoolismo e o consumo de drogas ilícitas .

Também a actividade sexual precoce, a falta de informação sexual e a utilização escassa ou inadequada de contraceptivos são apontados por alguns autores (e.g., Canavarro & Pereira, 2001;Xarepe,1990, citados por Silva & Ferreira, 2009).

De acordo com Blais (2005,citado por Berrewaerts & Renard, 2006) a maioria dos autores estão de acordo sobre o facto de que um dos factores que explicam a gravidez na adolescência e a resistência à contracepção, que se reflecte sobre o comportamento contraceptivo de duas formas: seja porque não é utilizado qualquer método contraceptivo, ou porque não é utilizado de uma forma adequada.

Relativamente aos factores psicológicos e psicossociais do ambiente socioeconómico:

De uma forma geral, a ocorrência de uma gravidez na adolescência é observada mais frequentemente em meios socioeconómicos desfavorecidos, nos meios mais pobres, onde as adolescentes têm fracas expectativas futuras relativamente ao plano escolar e profissional (Arai et al., 2003, citado por Berrewaerts & Renard, 2006).

Jewell et al.(2000, citados por Berrewaerts & Renard, 2006 ) observaram que as adolescentes provenientes de meios mais desfavorecidos estavam menos informadas e dispostas a utilizar a contracepção de emergência.

Arai (2003, citado por Berrewaerts & Renard, 2006), bem como diversos autores consideram,nestas condições socioeconómicas desfavoráveis, a gravidez na adolescência, como uma estratégia de adaptação, como forma de escape a uma escolaridade pouco valorizada, a um  meio familiar ou institucional pobre, como projecto de ter uma função social, de se valorizar, e de benificiar de um apoi familiar e social acrescido, bem como obter prestações de ajuda social.

Um outro factor colocado por Concorar et al.,(2000, citados por Berrewaerts & Renard, 2006) é que a falta de acesso a cuidados de saúde, deixa os adolescentes de meios socioeconómicos desfavorecidos mais vulneráveis ao risco de gravidez.

Quanto aos factores psicológicos e relativos aos contextos de socialização dos adolescentes (e.g., família e pares):

Uma ampla gama de variáveis familiares afecta o risco de gravidez na adolescência. As influências familiares vão desde a transmissão hereditária ou transmissão biológica de características potencialmente importantes (e.g., precocidade da menarca, níveis hormonais e genes) às características contextuais e estruturais das famílias (e.g., educação parental, status matrimonial) ou práticas parentais (e.g., suporte parental e controlo e supervisão dos adolescentes).

Foram algumas as investigações que investigaram a relação entre adolescentes, comportamento sexual e variáveis familiares como calor parental, suporte, proximidade parental e tipo de apego da criança aos pais, não sendo todos eles consistentes (Miller & Benson, 2001). Alguns dos estudos indicam que a proximidade mãe-filho está associada a um reduzido risco de ocorrência da gravidez na adolescência, adiando a relação sexual, tendo menor número de parceiros, e através de um uso mais consistente dos métodos contraceptivos (Miller & Benson, 2001).

Hoyt, Kao, Miller Whitbeck (1992, citados por Miller & Benson, 2001) relataram que a falta de responsabilidade e apoio parental estava associada à depressão em homens adolescentes e mulheres, mas a associação entre sintomas depressivos e actividade sexual foi muito mais forte para as raparigas do que para os rapazes. O baixo apoio dos pais também foi associado com uma maior propensão para o consumo de álcool, que foi mais fortemente associado com actividade sexual precoce dos adolescentes do sexo masculino do que feminino (Berrewaerts & Renard, 2006). DiBlasio (1991, citado por Miller & Benson, 2001) também teorizou que uma actividade sexual mais intensa com os pares, reflecte um défice ou vazio deixado pela fraca ligação com os pais.

Aparentemente, a influência negativa dos colegas é intensificado para ambos os sexos adolescentes, com relacionamentos pobres ou distantes com os seus pais (Feldman & Brown, 1993 citados por Miller & Benson, 2001).

Jaccard et al., (1996, citados por Miller & Benson, 2001) relataram que a uma relação de alta qualidade entre a mãe e as adolescentes sexualmente activas estava associada a um uso mais consistente dos contraceptivos.

Manlove (1998, citado por Miller & Benson, 2001) conclui que o envolvimento dos pais na educação dos adolescentes está relacionado a um risco reduzido de gravidez na adolescência.

Em resumo, em diversas pesquisas a evidência é forte e consistente de que o apoio parental, o calor, a intimidade e a relação entre pais e filhos reduz o risco de gravidez na adolescência.

São também diversos os estudos que procuram associar a comunicação entre pais e adolescentes ao risco de gravidez na adolescência, sendo os seus resultados por vezes complexos e discrepantes.

Em alguns estudos, é sugerido que a comunicação entre pais e adolescentes reduz o risco de gravidez, porém os valores parentais acerca do sexo e da gravidez moderam o efeito da comunicação no risco da gravidez na adolescência (Miller & Benson, 2001).

Justo (2000, citado por Silva & Ferreira, 2009) aponta também a ausência do pai como factor de risco, e Figueiredo, Magarinho e Pacheco (2005, citados por Silva & Ferreira, 2009) referem o divórcio ou separação parental.

Pereiras et al., (2005,citados por Berrewaerts & Renard, 2006) observaram que níveis mais baixos de proximidade com o grupo de pares estavam significativamente associados ao facto de se desenvolver uma gravidez na adolescência.

Finalmente no que concerne ao factores de risco ambientais e políticas gerais:

Um certo número de factores muito concretos, muitas vezes ligados a decisões políticas vai também influenciar os comportamentos contraceptivos e a ocorrência da gravidez na adolescência. Estes factores dizem respeito principalmente à acessibilidade e disponibilidade de meios contraceptivos e à prática da educação sexual nas escolas e campanhas de informação (Berrewaerts & Renard, 2006).

Num estudo realizado na Estónia, Haldre e tal.,. (2005, citados por Berrewaerts & Renard, 2006) provaram que a acessibilidade da informação, da contracepção, dos serviços e da educação, bem como a existência de outros projectos de vida que não a maternidade, têm impacto sobre as taxas de nascimentos e abortos nos adolescentes.

Loignon (1996, citado por Berrewaerts & Renard, 2006) identifica como factores ligados ao ambiente social susceptíveis de influenciar os comportamentos contraceptivos nos adolescentes:

– O impacto dos médias : seja o cinema, a televisão ou a publicidade veiculam valores tais como a sedução e a violência sexual;

– O tipo de educação sexual na escola: pois informação não é educação, sendo o ensino da sexualidade por vezes deficiente em meio escolar, sendo basicamente de natureza informativa;

Também a visão que a própria sociedade tem sobre a sexualidade e sobre a maternidade, vai ter uma influência sobre o comportamento sexual e contraceptivo dos jovens.

Loignon (1996, citado por Berrewaerts & Renard, 2006) notou de uma forma geral a mudança de valores associados ao casal, e à família na nossa sociedade, sendo a gravidez fora do casamento e a maternidade sem envolvimento amoroso banalizadas, o que pode influenciar as representações da gravidez nos adolescentes.

Uma maior aceitação da sexualidade do adolescente é extremamente importante, pois quanto mais o discurso social é favorável à sexualidade das jovens, estas recorrerão mais facilmente à contracepção, pois sentir-se-ão reconhecidas e aceites na sua sexualidade (Bajos, 2002 citado por Berrewaerts & Renard, 2006).

2- Tarefas desenvolvimetais da Gravidez

A perspectiva desenvolvimental  tem vindo a assinalar que a gravidez na adolescêencia é uma experiência não-normativa porque a adolescente não está suficientemente preparadado ponto de vista cognitivo emocional, social e da identidade para responder de forma adequada às tarefas desenvolvimentais específicas relacuinadas com a maternidade (Figueiredo, 2000).

De acordo com Canavarro (2001) as tarefas desenvolvimentais na gravidez são:

Tarefa 1- Aceitar a realidade da gravidez, embora pareça implícito no próprio processo, na realidade não está, independentemente do desejo e/planeamento da gravidez. No inicio é natural que a mulher se sinta ambivalente entre o desejo e o receio da gravidez, sendo este o sentimento que mais caracteriza os primeiros tempos da gravidez. Inicia-.se o processo de identificaçao materna, em que a grávida vai procurar referência nos modelos maternos conhecidos, especialmente na sua própria mãe, sobre a forma de se comportar e de se preparar para a chegada do novo elemento à família.

Tarefa 2: Aceitar a realidade do feto. Numa primeira fase a gravidez é vivida egocentricamente, ignorando ainda a realidade existencial do feto, de alguém. A noção de autonomia e realismo do bébé aumenta progressivamente e é acelerada pela sensação real da presença do bébe bem como pelo confronto com os registos ecográficos dos movimentos fetais.Esta fase marca o inicio da diferenciação mãe-bébé, que permitirá a preparação para o parto. É comum,que aumentem as fantasias relacionadas com o bébé, se ensaiam as primeiras tarefas de prestação de cuidados e se fantasiam características do próprio filhos.

Tarefa 3: Reavaliar e estruturar a relação com os pais. Durante o processo de gravidez aumentam o número de telefonemas, o número de visitas, a frequência de pensamentos sobre os seus pais e um interesse renovado, sobretudo sobre a mãe. Há uma aproximação à família que é mais do que uma procura de ajuda e apoio, que se estende à actualização de dimensões relacionais. Esta fase permite que a mulher se afaste de posicionamentos extremos, habitualmente pouco, adopte alguns comportamentos e substitua outros que considera menos adequados.

Tarefa 4:Reavaliar e restruturar a relação com o cônjugue/companheiro. Principalmente no caso de ser o primeiro filho, o cônjugue/companheiro, que normalmente era percebido como parceiro romântico passa também a ser investido da identidade de “pai do meu filho” e por isso alguém com quem vai partilhar a importante tarefa de criar e educar a sua criança.

Tarefa 5: Aceitar o bébé como pessoa separada. Esta época é marcada por sentimentos  de ambivalência , isto porque a vontade de ver o filho e de terminar o período de gravidez se contrapóe ao  desejo, simultâneo  de a prolongar. A tarefa principal nesta fase consiste em aceitar que, embora a existência do bébé possa ser gratificante para a mãe, ele existe para além dela e que deve ser eceite enquanto pessoa separada, com características e necessidades próprias.

Porém admite-se e verfica-se, que quando acontece que o indivíduo está capaz de responder positivamente ao desafio de a maternidade acontecer na adolescência, esta vivência traduz-se numa oportunidade única de desenvolvimento e observam-se ganhos desenvolvimentais significativos, nomedamente no que se refere à construção da identidade sexual e ao desenvolvimento da autonomia em relação aos pais (Félice,1991;Figueiredo,1997; Matsuhansi,1991,citados por Figueiredo , 2000).

3- Concepções acerca da maternidade nas grávidas adolescentes

As reacções à notícia da gravidez diferem de adolescente para adolescente.De uma forma geral, os estudos realizados com jovens adolescentes evidênciam três padrões de reaçãoes: positivas (alegria), negativas (nervosismo, medo, rejeição, preocupação) e ambivalente (Godinho et al.,2000 citados por Levandowski, Lopes & Piccinini, 2005).

Alguns autores, tais como Menezes e Domingues (2004, citados por Levandowski et al., 2005 ) sugerem que o sentimento positivo perante a gravidez está directamente relacionado com o seu planeamento.

Algumas manifestações frequentemente encontradas entre as adolescentes durante o período gestacional são: medo do parto, medo de a criança não nascer bem e de abortar (Godonho et al.,2000 citados  por Levandowski et al., 2005), ansiedade em relação à troca de papéis (Melo,2001b citado por Levandowski et al,2005) e medo de não saber cuidar do bébé (Levandowski,Piccinini,Rapoport & Voigt, 2000 citados por Levandowski et al., 2005).

Um estudo de Bailey (2001, citado por Levandowski, Lopes & Piccinini, 2005), com 367 mães adolescentes, mostrou que, embora considerando o impacto negativo da gravidez nas suas vidas,estas evidenciaram um aumento na auto-estima um ano após o parto. Dennison e Coleman (1998, citados por Levandowski et al.,2005) nas suas pesquisas com 53 mães inglesas verificaram que estas revelavam sentimentos positivos em relação à criança mesmo quando a gravidez não era planeada e estas encontravam dificuldades, sendo que a maioria estava determinada a ser boa mãe, aproveitando as dicas dos profissionais e das suas mães relativamente aos cuidados com o filho percebendo-se assimque muitas jovens referem sentimentos de orgulho e felicidadeem relação à gravidez e à maternidade , apesar do arrependimento inicial pela gestação (Amazarray et al.,1998;Dadoorian,2003;Lima et al.,2004;Melo,2001b;Santos & Schor,2003 citados por Levandowski, et al., 2005).

Num estudo realizado por Sommer et al.,(1998 citados por Levandowskiet al.,2005) com adolescentes, estas referiam vivenciar maior stress no desempenho do papel materno  do que as adultas, além de apresentarem menor preparação cognitiva para a maternidade e um estilo parental menos adaptativo, porém os autores reconheceram que muitas diferenças foram atenuadas quando variáveis sóciodemográficas foram consideradas, e que esta situação se poderia modificar ao longo do tempo.

Sabroza et al.(2004b, citados por Levandowski et al., 2005) num estudo com 1228 participantes adolescentes dos 12 aos 19 anos de idade, 23,7% apresentou uma auto-valorização negativa, sendo maior a proporção entre aquelas cujas famílias reagiram mal à gestação e que se encontravam fora da escola ao engravidar; num terço  dos casos, esteve presente um grande sofrimento psiquico, ressaltando um alto nível de stress emocional, sobretudo entre as jovens que realizavam poucas ou não realizavam a consulta pré-natal, não viviam com o pai do bébé,que tentaram abortar e que não desejavam a gestação.

4- Consequências ou implicações psicossociais da maternidade na adolescência

Na maior parte dos discursos actuais, a gravidez e a maternidade precoce são muitas vezes descritas como problemáticas e mesmo patológicas.

Este retrato procede de diversos estudos, que mostraram que a maternidade precoce, tem consequências sanitárias e socioeconómicas negativas (Lawlor e Shaw, 2002 citados por Berrewaerts &Renard, 2006).

A maioria dos autores centram-se nas consequências negativas da maternidade na adolescência na vida dos adolescentesnão obstante alguns evocarem consequências positivas.

De acordo com Loignon (1996, citado por Berrewaerts & Renard, 2006), a literatura refere o isolamento social, os hábitos de vida deficientes, a sobrescolarização, stress e depressão nas mães adolescentes.

Taxas mais altas de desempresgo  e de pobreza são frequentemente mencionadas como decorrentes da gravidez adolescente ( Barker &Castro,2002; Li ma et al.,2004; Lira& Medrado,1999; Oliveira,1998; Sabroza et al., 2004 citados por Levandowski et al., 2005).

Heilborn et al.(2002, citados por Levansdowsku et al., 2005) referem que para a maioria das adolescentes, as dificuldades de reconciliar os estudos com o trabalho, além das responsabilidades domésticas e maternas, complica ou impossibilita a retomada da escolaridade.

O abandono escolar, destaca-se como consequência da gravidez na adolescência, seja pelo facto em si, seja po sentimentos de vergonha, por não gostar da escola e/ou por desejo de estar com o companheiro ( Aquino et al., 2003; Bailey et al.,2001; Diaz & Diaz, 1999; Fávero & Mello,1997; Godinho, Schelp, Parada & Bertoncello,2000; Heilborn et al.,2002; Lima et al.,2004; Sabroza et al., 2004 citados por Levandowski et al.,2005). No entanto, o abandono escolar e as dificuldades económicas podem não ser apenas consequências da maternidade, mas sim resultados de uma situação de pobreza existente anteriormente à gravide, servindo esta última somente para perpétuar tal situação ( Aquino et al., 2003; Coley & Lansdale,1998 citados por Levandowski et al., 2005).

Tem igualmente sido destacado como consequência da maternidade na adolescência, o impedimento ou dificuldade na resolução de muitas tarefas comuns da adolescência, como a conquista da autonomia emj relação aos pais, a exploração de relacionamentos afectivos e de amizade e a consolidação da própria identidade ( Amazarray et al.,1998; Jorgensen,1993; Lewis & Volkmar,1993; Marcelli & Braconnier,1989 citados por Levandowski et al., 2005).

Num estudo realizado por Aquino et al.,(2003, citados por Levandowski et al., 2005 ) verificou-se que durante o primeiro ano após o nascimento do filho, 72,4% das jovens diminuiram o convívio com o grupo de amigos, tal como noutro estudo de Heilborn et al.,(2002, citados por Levandowski et al., 2005) se verificou que em virtude do coprometimento das actividades de lazer , referiam sentimentos de solidão e isolamento.

Num recente estudo do National Longitudinal Survey of E.U. Juventude, Hockaday et al., (2000, citados por Evans, 2005) concluem que a auto-estima é significativamente menor em adolescentes que engravidaram do que naqueles que não fizeram.

Porém, para alguns autores, a maternidade precoce pode ter consequências positivas e benéficas para os adolescentes, considerando-a como podendo ter um efeito positivo como o abandono de uma toxicomania, julgada nociva para a futura criança (Faucher et al., 2002 citados por Levandowski et al.,2005).

Bailey et al.(2001, citados por Levandowski et al., 2005) observaram, contariamente a outras investigações, um importante aumento da auto-estima, porém observaram também um importante abandono escolar, uma degradação da relação comn a família, e uma diminuição da percepção do impacto positivo da gravidez na vida.

Discussão/Conclusão

Os resultados da revisão da literatura permitem concluir que são diversos os factores de risco associados a gravidez na adolescência, nomeadamente factores psicológicos e psicossociais ligados ao adolescente, factores ligados ao ambiente socioeconómico, factores ligados ao envolvimento dos adolescentes (e.g família, pais e pares) e factores ambientais e políticos gerais.

Relativamente aos factores psicológicos e psicossociais dos adolescentes, foi possível constatar que a confrontação com novas experiências, com novas emoções e valores, o egocentrismo, o pensamento mágico, o baixo auto-controlo, a dificuldade de antecipar as consequências dos seus actos, a necessidade de agradar e de aceitação pelos outros adolescentes, se encontram associados à ocorrência da gravidez na adolescência (e.g Correia, 1955; Danelluzi; Del Campo, Ferraz; Júnior; Junqueira, Ricco, 2004 citados por Silva &Ferreira, 2009). Constatou-se também que a actividade sexual precoce e a utilização escassa ou inadequada de contraceptivos estavam associados à ocorrência da gravidez na adolescência (Canavarro e Pereira, 2001; Xarepe, 1990 citados por Silva & Ferreira, 2009). Esta constatação deve ser considerada pelos pais dos adolescentes, que deveriam ajudar o seus filhos a perceberem as consequências negativas dos seus actos, de forma a reduzirem os comportamentos de risco naqueles que não o percebem.

Quanto aos factores psicológicos e psicossociais do ambiente socioeconómico, os resultados evidenciam que adolescentes oriundas de meios socioeconómicos desfavorecidos, nos quais as crianças têm fracas expectativas futuras relativamente ao plano escolar e profissional, estão menos informadas e menos dispostas e utilizar a contracepção de emergência, bem como a falta de acesso a cuidados de saúde estão mais vulneráveis à ocorrência de uma gravidez precoce (Arial et al., 2003; Berrewaerts & Renard, 2006; Concorar et al., 2000 citados por Berrewaerts & Renard, 2006). Sendo assim importante ressaltar o papel pertencente à nossa sociedade que deverá funcionar não como factor de risco, mas sim como factor protector, prestando ao jovem todo o cuidado e apoio que este é de direito, não alheando os meios sociais mais desfavorecidos, à semelhança da tendência com que nos temos vindo a deparar.

Quanto aos factores psicológicos e psicossociais relativos aos contextos de socialização dos adolescentes (e.g., família e pares), de acordo com a revisão da literatura constatou-se a existência de uma ampla gama de variáveis familiares que afectam o risco de gravidez na adolescência, indo desde a transmissão biológica de características potencialmente importantes, às características contextuais e estruturais das famílias. São inúmeras as investigações realizadas neste âmbito, porém nem todos eles são consistentes (Miller & Benson,2001). Contudo, são evidentes diversos estudos que indicam que a proximidade mãe-filho está associada a um reduzido de ocorrência da gravidez na adolescência, adiando a relação sexual, tendo menor número de parceiros, e através de um uso mais consciente dos métodos contraceptivos (Miller & Benson,2001).Verificou-se assim, que uma actividade sexual mais intensa com os pares, reflecte um vazio deixado pela fraca ligação com os pais (DiBlasio,1991 citado por Miller & Benson,2001) e que uma relação de alta qualidade entre as mães e as adolescentes sexualmente activas estava associada a um uso mais consistente dos contraceptivos(Jacard et al.,1996 citados por Miller & Benson,2001),logo a um menor risco de gravidez. Estes resultados permitem-nos concluir que o apoio paarental, a intimidade, o afecto e a relação entre pais e filhos devidamente prestados reduzem o risco de gravidez na adolescência.Támbém neste contexto, se constatou que a comunicação entre pais e adolescentes  reduz o risco da gravidez nos adolescentes, porém os eus resultados são por vezes coplexos e contraditórios.Assim, é unânime que a comunicação entre pais e adolescentes  reduz o risco da gravidez na adolescência, no entanto, os valores parentais acerca do sexo e da gravidez moderam este efeito da comunicação (Miller & Benson, 2001). Quanto ao grupo de pares, os resultados permitiram  associar o facto de se desenvolver uma gravidez na adolescência a níveis mais baixos de proximidade com o grupo de pares  ( Pereiras et al.,2005 citados por Berrewaerts & Renard,2006). Assim torna-se pertinente referir a importância dos contextos nos quais o adolescente se desenvolve , sobretudo do seu microsistema, chamando a atenção para a participação dos pais cujo papel deverá incluir para além de actividades de cuidado, a educação e socialização dos seus filhos, potencializando ao máximo as influências positivas que estes podem  desempenhar no seu desenvolvimeto.

No que concerne aos factores de risco ambientais e políticas gerais, está provado que a acessibilidade da informação, da contracepção, dos serviços e da educação, bem como e existência de outros projectos de vida que não a maternidade têm forte impacto sobre as taxas de nascimentos e abortos nos adolescentes (Haldre et al.,2005 citados por Berrewaerts & Renard,2006). Assim ressalta-se a necessidade de uma passagem de um ensino de natureza informativa, para um ensino com cariz precisamente educativo, não se devendo confundir informação com educação (Loignon, 1996 citado por Berrewaerts & Renard, 2006). Igualmente a visão que a própria sociedade tem sobre a sexualidade e a maternidade está relacionada com o comportamento sexual e contraceptivo dos jovens (Loignon, 1996 citado por Berrewaerts & Renard,2006), parecendo assim necessário que os valores sejam repensados, e que o próprio discurso social não seja contraditório relativamente à sexualidade das jovens, para que estas não sintam sentimentos se ambivalência.

No âmbito das tarefas desenvolvimentais na adolescência, a revisão da lietratura permitiu identificar uma série de tarefas desenvolvimentais da gravidez, sendo a gravidez na adolescência uma experiência não-normativa do ponto de vista da perspectiva desenvolvimental, uma vez que a adolescente não está suficientemente preparada do ponto de vista cognitivo, enmocional, social e  da identidade par poder  responder de forma adequada às tarefas desenvolvimentais relacionadas com a grvidez//maternidade (Figueiredo,2000). Assim , dada a imaturação psicológica e social comum das adolescentes , quando confrontada com uma gravidez e tudo o que esta acarreta, a adolescente, que para além de ter que ultrapassar as crises próprias da adolescência, terá que se reestruturar intrapsiquicamente, por forma a ultrapassar com sucesso as tarefas específicas da gravidez. Porém por vezes, a adolescente grávida pode saltar estádios, uma vez que é imposta a resolução de determinadas tarefas relativas a uma fase posterior(e.g a maternidade) num momento em que as tarefas relativas a fases anteriores ainda podem estar por  resolver (Figueiredo,2000). Apesar das evidências, não podemos negar, que por vezes,a maternidade na adolescência não possa representar uma oportunidade de crescimento, dada a mobilização de recursos que esta potencia, apesar de na maior parte das vezes não o ser.

Apesar de a gravidez na adolescência ser um tema bastante explorado, os estudos pouco contemplam uma análise mais ampla no que concerne a compreensão dessa questão do ponto de vista das concepções/vivências da adolescente gestante. A revisão dos estudos com jovens adolescentes permitiu corroborar a existência de três padrões de reacções, nomeadamente: positivas (alegria), negativas (nervosismo, medo, rejeição, preocupação) e ambivalente (Amazarrau et al., 1998; Godinho et al., 2000 citados por Levandowski et al., 2005).Da análise e reflexão dos vários resultados encontrados neste âmbito, podemos extrapolar que as concepções da maternidade bem com as suas ambivalências face à experiência da gestação/maternidade são bastante heterogéneas, e mediadas por aspectos sociais, económicos e pessoais específicos para cada jovem. Assim podemos também aqui ressaltar a necessidade da existência de uma rede social de apoio, para que ao longo do tempo a adolescente desenvolva estratégias necessárias para fazer frente as demandas decorrentes da gravidez, para que esta seja avaliada positivamente, não repercutindo negativamente no bem-estar psicológico do adolescente.

Por fim, no que diz respeito às consequências ou implicações psicossociais da maternidade na adolescência, a maioria dos autores centram-se nas consequências negativas, ainda que alguns evoquem as consequências positivas. De entre as consequências negativas, destacam-se o isolamento social, os hábitos de vida deficientes, a sobrescolarização, o stress e depressão (Loignon, 1996 citado por Berrewaerts & Renard, 2006).

Também é apontado como consequência de uma maternidade na adolescência, o impedimento ou dificuldade na resolução de muitas tarefas comuns na adolescência, nomeadamente, a conquista da autonomia em relação aos pais, e exploração de relacionamentos afectivos e de amizade e a consolidação da própria identidade ( Amazarray et al.,1998; Jorgensen,1993; Lewis & Volkmar,1993; Marcelli & Braconnier,1989 citados por Levandowski,2005).

De um modo geral, podemos constactar que a gravidez na adolescência não é um fato isolado. Faz parte de um processo psicológico, social e cultural. Nesta situação, a adolescente grávida quase sempre se depara com dificuldades de adaptação no meio em que vive, dificuldades estas relativas ao seu comportamento, rebeldia e relacionamento com grupos que não pertencem ao seu ciclo de amizades.

As adolescentes quando grávidas comprometem etapas de seu desenvolvimento, da passagem da infância para a idade adulta. São acometidas de transições abruptas, de menina-mulher para mulher-menina-mãe. Criando, às vezes, uma situação conflituosa, que quase sempre deixa marcas profundas nas suas vidas.

Assim dada a natureza das variáveis identificadas como factores de risco, parece não só pertinente como necessário um apoio bio- psico -social junto dos adolescentes sendo fundamental a implementação de uma rede de apoio quer nas escolas, nos serviços de saúde, bem como nas instituições e afins, de forma a podermos potencializar um desenvolvimento saudável e resiliente diminuindo os factores de risco e potenciando os factores protectores.

Logo será relevante uma actuação preventiva, envolvendo então as escolas, e um acesso efectivo aos cuidados de saúde primários, proporcionando um aconselhamento correcto e completo sobre educação sexual, bem como de modo a potenciar competências e atitudes protectoras face à sexualidade e às questões afectivas. Por outro seria fundamental, para uma actuação com maior sucesso, o acesso a uma intervenção psicológica, de forma a intervir na experiência interna destas mulheres, tornando-as mais capazes de pensar as suas emoções e comportamentos, e de reconhecerem as suas necessidades de autonomia, tornando-as mais diferenciadas a nível do self, isto é mais maduras em termos identitários.

Para investigações futuras, seria pertinente a realização de investigações que abordassem a gravidez e a maternidade com todas as dimensões a ela associadas, de forma a melhor compreender a globalidade do fenómeno, dado que as investigações dos factores isolados, tornam por vezes os resultados confusos e mesmo contraditórios.

Seria também bastante frutífera uma investigação a nível das concepções da maternidade nas grávidas adolescentes, durante o período gestacional, dado que maioritariamente as investigações se centram sobretudo nas concepções das mães já após o parto. Por fim de forma a melhor se perceber e se poder realizar uma intervenção psicológica mais eficaz, seria importante estudar a estruturação identitária das mães adolescentes, dando especial atenção ao desenvolvimento da identidade pessoal paralelamente ao desenvolvimento da identidade materna, ao longo do tempo.

Finalmente, a presente revisão poderá apresentar a mais-valia de termos acesso a uma visão mais integrada deste fenómeno da gravidez e da maternidade na adolescência, realçando a importância de dimensões psicológicas que por vezes são esquecidas, sobretudo em abordagens médicas, bem como em alguns trabalhos. Porém existem ainda algumas questões específicas que não se encontram aqui contempladas e que também assumem especial relevância, como por exemplo a influência de uma gravidez na adolescência a nível da interacção mãe-bébé, auto-conceito durante e após a gravidez entre outros.

Referências Bibliográfica

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