A Musicoterapia

Opinião
Notícias da Música 13

 

A Musicoterapia

Tendo sido realizada na edição anterior uma breve abordagem e reflexão acerca da Psicologia da Música, julgo agora pertinente dar seguimento ao tema, queconsidero
um domínio extremamente interessante e de uma utilidade imensa face ao panorama da nossa sociedade, dar a conhecer mais especificamente aquilo que é a Musicoterapia.
Genericamente, a musicoterapia é a utilização da música e/ou dos seus elementos constituintes, ritmo, melodia e harmonia, por um musicoterapeuta qualificado, com um indivíduo ou um grupo, num processo destinado a facilitar e promover a comunicação, o
relacionamento, a aprendizagem, a mobilização, a expressão, a organização, bem como outros objectivos terapêuticos relevantes,com o objectivo de atender às dificuldades físicas, emocionais,mentais sociais e cognitivas do indivíduo. Assim, a musicoterapia busca desenvolver potenciais e ou restaurar funções do indivíduo para que este alcance uma melhor qualidade de vida através de prevenção, reabilitação ou até mesmo tratamento.
A musicoterapia, como disciplina teve início no séc. XX após as duas guerras mundiais, quando músicos amadores e profissionais passaram a tocar nos hospitais de vários países da Europa e dos E.U, para os soldados veteranos, tendo sido percepcionadas, por
parte dos médicos e enfermeiros, melhoras muito significativas
no bem-estar dos pacientes.
A musicoterapia pode ser destinada a uma gama variada de pacientes, entre os quais estão incluídas pessoas com dificuldades motoras, autistas, pessoas com deficiência mental, paralisia cerebral, dificuldades emocionais, pacientes psiquiátricos,
gestantes e idosos. A música trabalhas os hemisférios cerebrais promovendo o equilíbrio entre o pensar e o sentir, resgatando a afinação do indivíduo, de forma coerente com o se “diapasão interno”. A melodia trabalha a instante emocional, a harmonia a racional, a inteligência. E finalmente a força organizada do ritmo provoca respostas motoras, que através da pulsação dá suporte para a improvisão de movimentos, para a expressão corporal. Alguns tipos de música podem servir de guia para as necessidades de cada pessoa. Bach, por exemplo, pode ajudar muito na aprendizagem e na memória, Rossini, com Guilherme Tell e Wagner, com as Walkirias, ajudam especialmente no tratamento de pacientes com depressão. As valsas de Strauss podem contribuir e muito, para os momentos em que se necessita de um maior relaxamento, estando bem indicadas para salas de parto. As marchas são um tipo de música que transmite energia,
tão importante e escassa em áreas hospitalares de pacientes em
convalescença… Um bom exemplo disso tem sido o uso da musicoterapia, no auxílio do tratamento da doença de Alzheimer. Doença de carácter progressivo e degenerativo que tem, de entre os seus primeiros sinais, o esquecimento, a dificuldade de estabelecer
diálogos, as mudanças de atitude e a diminuição da concentração e da atenção. A musicoterapia ajuda a estimular a memória, a atenção e a concentração, o contacto com a realidade e o esforço da identidade.
Assim, parece-me pertinente relembrar e induzir uma pequena reflexão aos leitores, no que concerne às utilidades e funcionalidades da música, ajuda, pois é um elemento com que
todos nós temos contacto. Através dos tempos, cada um de nós já teve, e ainda tem, a música presente na sua vida.
A música pode também, em certos casos, ultrapassar as fronteiras da intervenção clínica propriamente dita, para se situar em projectos de promoção e manutenção de bem-estar, dirigidas a pessoas saudáveis e também a pessoas que, por padecerem de condições crónicas, procuram cuidar do seu bem-estar de forma activa e adaptada às suas circunstâncias de vida. Como tal, olhemos para a música não apenas como forma lúdica ou de entretenimento, mas olhemos para ela a títulointerventivo, e sobretudo preventivo após o conhecimentofornecido acerca das suas potencialidades…

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